Obama escolhe um judeu para ser o Chefe de Gabinete da Casa Branca

O atual, Bill Daley, será substituído por Jack Lew que até agora era o diretor de orçamento da Casa Branca e será o membro judeu mais sênior da equipe de administração dos EUA.

O Presidente dos EUA, Barack Obama anunciou a demissão do Chefe de Gabinete da Casa Branca Bill Daley, que serviu no posto por menos de um ano substituindo Rahm Emannuel.”Obviamente, isso não foi uma notícia fácil de ouvir”, disse o presidente Obama. “E eu não aceitei de imediato a decisão dele”. “Bill me disse que queria passar mais tempo com sua família, especialmente seus netos”, o presidente explicou a sua decisão. Daley será substituído por Jack Lew, atualmente diretor de orçamento da Casa Branca e que também é considerado o funcionário judeu de mais alta posição na administração Obama

Jack Lew foi diretor de orçamento do presidente Bill Clinton e um auxiliar direto da secretária de Estado Hillary Clinton antes de assumir o cargo sob Obama, e mantém fortes relações com os legisladores. Ele foi fundamental na negociação sobre o teto da dívida com os republicanos no verão passado. Lew é amigo de Natan Sharansky desde a época que a esposa Avital circulava em Washington para pedir apoio para a soltura do seu marido de uma prisão soviética na década de 80.

Em Hanukkah de 2011 Lew acendeu uma das velas da gigantesca Menorah Nacional em Washington. O rabino Levi Shemtov, representante do Chabad em Washington, disse ao “Haaretz”: “Quando Lew vem à nossa sinagoga, às vezes, ele vem como um humilde participante que quer ser notado principalmente por ha-Shem. Escolhendo Jack Lew para ser o seu chefe de gabinete o presidente terá um grande e humilde funcionário público, que tem aguçada percepção sobre algumas das mais complexas questões políticas. Além disso, o fato de que ele é bem visto por todo o espectro da comunidade judaica é um bônus, mesmo que não seja a sua principal qualificação”.

O rabino Shemtov não está preocupado por Lew ser um judeu observante. “Todo mundo sabe que ele é shomer shabat, e eu duvido que eles irão contatá-lo, a menos que seja uma emergência – mas ele pode vir para a Casa Branca em Shabes – ele não mora tão longe”.

Jack Lew ao centro acendendo a Menorah Nacional em Washington

Lew é também um bom Chazan – e preocupado com a educação judaica de seus filhos, pois ele e sua esposa estavam entre os fundadores da Escola Primária Judaica na capital da Nação.

O presidente do Conselho Nacional Democrático Judeu David A. Harris disse: “Ao longo do seu período capitaneando o Escritório de Administração e Orçamento, Jack Lew conservou os seus valores judaicos todos os dias, trabalhando para fortalecer a economia e assegurar que os cortes orçamentários não fossem dolorosos para os americanos vulneráveis. Mr. Lew tem uma extensa e profunda experiência no Departamento de Estado e na Casa Branca, e é maravilhoso saber que o presidente Barack Obama escolheu-o para ajudar a liderar daqui para frente esta equipe da Casa Branca – e pôr em prática os programas do Presidente. Desejamos ao Jack um caloroso “Mazel Tov” – parabéns – e lhe desejamos tudo de melhor nessa nova posição de crucial importância”.

A União das Congregações Judaicas Ortodoxas da América também aplaudiu a nomeação de Lew como Chefe de Gabinete da Casa Branca. Durante a última década ele tem participado como um membro ativo de duas congregações: a Congregação Beth Shalom em Potomac – Maryland e do Instituto Hebraico de Riverdale no Bronx em Nova York. O diretor rabino Steven Burg e o diretor Executivo de Políticas Públicas Nathan Diament disseram em um comunicado: “Nós parabenizamos o presidente Barack Obama pela nomeação de Jack Lew. A nossa comunidade tem muito orgulho pela nomeação de um membro da nossa comunidade a esta posição de grande responsabilidade. Desejamos ao Mr. Lew um caloroso “Mazal Tov” pela sua histórica nomeação e os melhores desejos para que em sua nova função possa servir ao presidente e ao povo dos Estados Unidos”. Membros das congregações também elogiaram: “Ele é shomer mitzvot, incluindo, é claro, shomer Shabat e shomer Cashrut. E um cara maravilhos o” disse um deles. Outro acrescentou: “Ele é realmente brilhante, talentoso, politicamente astuto, honesto e um verdadeiro cavalheiro, entre outras qualidades Ele é um também não-político e uma das pessoas mais modestas que você nunca vai encontrar – sem ares de superioridade ou de auto-importância”.

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Hamas comemora 24 anos e diz que matou 1.365 israelenses

As Brigadas de Ezedin al Kasam, braço armado do Hamas, publicaram nesta quarta-feira um relatório sobre seus 24 anos de atividade, no qual afirmam que mataram 1.365 israelenses e lançaram 11.039 foguetes ou bombas em Israel.

Desde sua criação, em 14 de dezembro de 1987, a milícia efetuou 1.117 ataques, dos quais 87 foram atentados suicidas cometidos em Israel, afirma o comunicado.

Nesses ataques, que diminuíram de intensidade nos últimos anos, 6.411 israelenses ficaram feridos. O grupo, por sua parte, perdeu 1.848 homens.

As Brigadas também contabilizam 24 tentativas de capturar soldados para tentar realizar trocas por presos palestinos. Apenas uma delas teve sucesso: o sequestro de Gilad Shalit, em 2006, que serviu como moeda de troca para a libertação de mil palestinos em outubro desse ano.

Ao aniversário do grupo terrorista será celebrado nesta quarta-feira num parque de Gaza, e contará com a presença de milhares de pessoas.

Para celebrar a data, o Hamas divulgou um comunicado no qual reafirma sua aposta em “todas as formas de resistência” e diz que não é possível negociar com Israel, como faz o Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Apesar disso, o grupo islâmico destacou seu “compromisso” em se reconciliar com o Fatah, cumprindo um acordo estabelecido há um ano e meio no Cairo.

O Hamas também afirmou que lutará por Jerusalém, “primeiro símbolo da Palestina”, que

continuará priorizando a libertação de presos e pedirá a Liga Árabe que trabalhe para acabar com o bloqueio a Gaza.

matéria via TERRA

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Como Israel transformou-se num pólo de alta tecnologia

Por Katia Moskvitch Tecnologia repórter, BBC News, Tel Aviv

Quando uma avó de cabelos grisalhos segurando um smartphone montava o palco no Startup Festival de Montreal neste verão, o jovem empresário israelense Guy Rosen sabia que ele tinha embolsado um prêmio muito especial.
Sua empresa, a Onavo, sediada em Tel Aviv, oferece um aplicativo que reduz os dados do telefone celular para ajudar os usuários a economizar dinheiro – e apela a qualquer idade. Isso fez a Onavo a vencedora do “Prêmio da Avó” para a melhor start-up, julgado por senhoras com pouco conhecimento tecnológico.
Em seu escritório em Tel Aviv, o Sr. Rosen recorda o momento: “Elas foram ao palco e disseram: ‘Nós amamos a Onavo e entendemos o que ela faz … é um app muito fácil de entender’ – nós apenas economizamos dinheiro, é isso e ponto final, elas nos amaram.”
Guy Rosen é um dos muitos jovens entusiastas empreendedores de Israel, que, recém saído do exército, decidiu criar uma empresa de tecnologia.
Israel minúsculo, um país envolvido em conflitos por décadas, conseguiu transformar-se de um pequena fatia de terra em uma maravilha de alta tecnologia.

Fórmula para o sucesso

Segundo dados do Israel Venture Capital Research Centre, Israel atualmente possui quase 4.000 start-ups ativas na área de tecnologia – mais do que qualquer outro país fora dos Estados Unidos.
Só em 2010, o fluxo de venture-capital (capital destinado às start-ups) chegou a US$884 milhões.
O resultado: as exportações de alta tecnologia de Israel estão avaliadas em cerca de US$ 18.4 bilhões por ano, perfazendo mais de 45% das exportações de Israel, de acordo com o agência central de pesquisas israelense.
Israel é líder mundial em termos de gastos com pesquisa e desenvolvimento em relação ao percentual da economia, é superior tanto no número de start-ups quanto de engenheiros com relação à população, e é primeiro na quantidade de venture capital per capita.
Nada mau para um país com cerca de oito milhões de pessoas – menos do que, digamos, Moscou ou Nova York.
O empresário em série Yossi Vardi diz que há uma mistura de fatores responsável por transformar Israel no milagre da start-up. Ele próprio já investiu em mais de 80 empresas de alta tecnologia israelenses – entre elas o primeiro serviço de mensagens via web “ICQ”. Ele vendeu muitos deles para gigantes da tecnologia, tais como AOL, Microsoft, Yahoo e Cisco.
“Se você olhar na forma em que este país foi criado, ele era uma start-up em grande escala”, diz Vardi, que foi apelidado como o podero chefão da indústria high-tech de Israel.
Em apenas algumas décadas, start-ups israelenses têm desenvolvido tecnologias inovadoras em áreas como ciências da tecnologia e da computação, “
“A alta tecnologia é popular agora, a internet deu muita visibilidade, mas para os israelenses isso já faz parte da cultura das pessoas.”

Para empresas de alta tecnologia, Israel oferece muito mais do que belas praias

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Evento Gilad Shalit

Sabemos que existe um grande preceito na Torá que é agradecer a D’us pelas bondades que Ele faz conosco. Daí surge nosso nome: Iehudi (Hodaa = agradecimento). Sabemos também que todos os judeus formam uma alma só, são integrantes da mesma entidade espiritual, independente do grau religioso e das diferenças que existem entre nós. As semelhanças são muito maiores. Pouco mais de um mês após a devolução do soldado Gilad Shalit para Israel, no dia 27.11, a comunidade judaica paulista comemorou em grande estilo esse momento de alegria do povo judeu.

Com muito falafel e música israelense, o evento foi organizado por um grupo de jovens da comunidade com apoio das instituições: Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), Juventude Judaica Organizada (JJO), Organização Sionista Mundial, A Hebraica, Eitan, Conselho Sionista Juvenil, Jovens Sem Fronteiras, Thank Israeli Soldiers. Estes jovens que se demonstraram sensibilizados com a história do seu igual: um jovem soldado que ficou 5 anos em cativeiro nas mãos do Hamas, decidiram fazer este curto, mas significante evento. Após uma breve, mas emocionante cerimônia que citou a história do Gilad e dos demais soldados israelenses desaparecidos em serviço, os convidados escreveram mensagens de solidariedade e gratidão à família Shalit e aos soldados do exército de Israel, as quais serão entregues em mãos nos próximos dias. Assim, a comunidade judaica paulista, em especial sua ala jovem, mostra a importância de se solidarizar com Israel, seus soldados, e tudo que envolve o país, como uma forma de estreitar laços e de se tornar parte integral e essencial do nosso cotidiano, como judeus brasileiros. Podemos estar aqui, mas jamais esqueceremos Israel e quem batalha pela nossa sobrevivência todos os dias.

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Shir LaShalom

Além do discurso que já colocamos no nosso blog, Yitzhak Rabin também cantou a música Shir LaShalom (Canção para a Paz) na noite de seu assassinato

Deixamos a letra e um vídeo para vocês também se inspirarem!

Shalom Leculam

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O último discurso de Rabin

“  Permitam-me dizer que estou profundamente emocionado. Eu gostaria de saudar cada um de vocês, que aqui vieram nesta noite para se manifestar contra a violência e pela paz. Este governo, que eu tenho o privilégio de chefiar, com meu amigo Shimon Peres,  tomou a decisão de dar uma chance à paz – uma paz que solucionará a maior parte dos problemas de Israel.

Por 27 anos, tenho sido um soldado. Enquanto não havia nenhuma chance para a paz, eu combati. Eu creio que, hoje, existe uma chance para a paz, uma grande chance. Nós devemos aproveitá-la, por todos aqueles que aqui estão presentes, e por todos que estão ausentes, e eles são numerosos.

Sempre achei que a maioria do povo desejaria a paz e estaria pronta a assumir os riscos por ela. Ao vir aqui esta noite, vocês mostram, junto com muitos outros que não vieram, que o povo deseja sinceramente a paz e se opõe à violência. A violência ataca a base da democracia israelense. Ela deve ser condenada e isolada. Ela não é parte do Estado de Israel. Em uma democracia, podem existir diferenças, mas a decisão final é feita através de eleições democráticas, como aquelas de 1992, onde recebemos um mandato para fazer o que estamos fazendo, e para continuar nesta direção.

Eu gostaria de dizer que estou feliz pelo fato de representantes de países com os quais vivemos em paz estarem presentes conosco nesta noite, e continuarão a estar. O Egito, a Jordânia e o Marrocos, que nos abriram o caminho para a paz. Eu gostaria de saudar o senhor Presidente do Egito, o Rei da Jordânia e o Rei do Marrocos, aqui representados nesta noite, por terem sido parceiros na nossa estrada para a paz.

Mas, mais que qualquer outra coisa, após pouco mais de três anos deste governo, o povo israelense tem provado que é possível fazer a paz, que a paz abre as portas a uma economia e a uma sociedade melhores, que a paz não é apenas uma prioridade. A paz está entre nossas prioridades, mas ela constitui também a aspiração do povo judeu, uma aspiração sincera à paz.

A paz tem seus inimigos que tentam nos atacar, para atropelar o processo de paz. Eu gostaria de dizer sem titubeios que nós temos encontrado entre os palestinos também um parceiro para a paz. A OLP, que era nossa inimiga, e que parou de se envolver com o terrorismo. Sem parceiros para a paz, ela não pode existir. Nós iremos exigir que eles cumpram a sua parte do trabalho, como nós cumpriremos a nossa, pela paz, para que resolvamos o aspecto mais complexo do conflito árabe-israelense, o mais longo, e o mais carregado de emoções: o conflito israelense-palestino.

Ele se agita num percurso pleno de dificuldades e de dor. Para Israel, não há caminho que não seja dolorido. Mas a via da paz é preferível àquela da guerra. Eu lhes digo isso, enquanto velho soldado, enquanto Ministro da Defesa que conhece a dor das famílias dos soldados. Por eles, por nossos filhos, e no meu caso, por meus netos, eu desejo que esse governo explore cada abertura, cada ocasião, de promover e alcançar uma paz total. Mesmo com a Síria, a paz será possível.

Esta manifestação deve enviar uma mensagem ao povo israelense, ao povo judeu em todo o mundo, ao mundo árabe, e ao mundo inteiro: o povo israelense deseja a paz, sustenta a paz. Por tudo isso, eu os saúdo. “

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ANÁLISE- Com o Irã, Israel pode ter abandonado “Doutrina Begin”

Reuters – Por Dan Williams

JERUSALÉM (Reuters) – Menachem Begin não estava brincando. Em 1981, o então primeiro-ministro israelense mobilizou oito caças F-16 para destruir um reator nuclear quase pronto no Iraque, que Israel acreditava que poderia produzir plutônio para armas atômicas. Begin diria depois que o ataque foi uma prova de que seu país ‘sob circunstância alguma permitirá ao inimigo desenvolver armas de destruição em massa contra o nosso povo’.
O episódio definiu uma estratégia conhecida como ‘Doutrina Begin’, que pode ser resumida com a seguinte frase: ‘A melhor defesa é uma prevenção rigorosa’.
Mas a posição de Israel agora é mais comedida. Num exercício de defesa civil de dimensões inéditas, em junho, sirenes chamaram estudantes para abrigos, radares vasculharam os céus em busca de mísseis simulados por computador, e o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desceu ao sopé das colinas de Jerusalém para inaugurar um bunker nuclear, onde foi feita uma simulação de uma reunião de guerra.
Por que um país que sempre prometeu impedir seus inimigos de obterem armas nucleares precisa de um bunker nuclear?
A questão mostra uma nova e relutante moderação que discretamente se infiltrou nos últimos anos no processo decisório israelense, conforme as ameaças regionais se tornaram mais complexas e solaparam a aplicabilidade da força armada clássica. E em nenhum aspecto isso é mais sentido do que na posição do governo Netanyahu em relação ao Irã.
Apesar das reiteradas negativas iranianas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) deve declarar em um relatório nesta semana que a República Islâmica tem capacidade para desenvolver armas atômicas, segundo o jornal The Washington Post. Israel nunca descartou a possibilidade de um ataque preventivo ao Irã, mas essa hipótese se intensificou nestes dois anos sob o comando de Netanyahu – um ideólogo da direita, como Begin.
Em outubro, o veterano analista Nahum Barnea insinuou, na capa do popular jornal Yedioth Ahronoth, que o governo estava preparando um ataque iminente. Dias depois, Netanyahu alertou para a ‘ameaça direta e pesada’ representada pelo Irã, e na semana passada Israel testou um míssil. No mesmo dia, os militares afirmaram ter concluído exercícios aéreos na Sardenha, ‘praticando operações em uma vasta terra estrangeira’.
CAUTELA
Tudo isso elimina o elemento-surpresa caso Israel esteja realmente planejando um ataque ao Irã. Mas não seria uma forma de chamar a atenção para o problema, na esperança de que os EUA ou alguma outra potência intervenham?
Entrevistas com autoridades civis e militares nos últimos meses – a maioria sob anonimato – indicam que Israel prefere a cautela a um ataque unilateral contra o Irã. O país dedica tanta energia às estratégias defensivas quanto aos preparativos para um ataque. A circunspecção de Netanyahu é reveladora.
Em 2005, como líder da oposição, ele disse à Rádio Israel que gostaria de ‘seguir o legado’ de Begin no trato com o Irã, repetindo a ‘manobra ousada e corajosa’ feita em 1981 contra o Iraque. Mas, como primeiro-ministro, ele se mostra menos explícito – não só em público, mas também nas reuniões a portas fechadas, a julgar pelos telegramas diplomáticos dos EUA divulgados em 2010 pelo site WikiLeaks. Em vez de agir por conta própria, Israel pede às potências mundiais que intensifiquem suas sanções contra o Irã, e aos EUA que ofereçam apoio a uma ação militar, que é vista como um último recurso.
‘A opção militar não é uma ameaça vazia, mas Israel não deve se apressar para liderá-la. Tudo deve ser comandado pelos Estados Unidos, e como último recurso’, disse o vice-premiê Moshe Yaalon, ministro de Assuntos Estratégicos, à Rádio do Exército.
O gabinete do primeiro-ministro não quis comentar diretamente se Netanyahu se sente subordinado à Doutrina Begin no trato com o Irã.
Israel sabe há anos que um ataque ao Irã seria muito mais difícil do que o realizado contra o Iraque.
O Irã é maior, mais distantes e, talvez por ter aprendido as lições do Iraque, construiu numerosas instalações fortificadas. Remover isso iria requerer uma campanha sustentada da força aérea israelense, acostumada a ataques precisos por meio do uso de tecnologia avançada.
Além disso, o Irã tem guerrilhas aliadas no Líbano e na Faixa de Gaza, contra as quais Israel travou guerras custosas em 2006 e 2009.
Num momento em que o governo Netanyahu enfrenta crescente isolamento — o impasse com os palestinos se aprofunda, suas alianças com Turquia e Egito se enfraquecem –Israel admite que está relutante em seguir adiante contra o Irã.

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“Quem salva uma vida salva o mundo inteiro”

“Eu tenho inveja dos Sionistas, que não poupam esforços para trazer de volta seus soldados capturados ou mesmo seus corpos. É sério, temos inveja do nosso inimigo e de sua preocupação por um corpo e de como vão até o fim do mundo para conseguir seu retorno, e de suas preocupações pelos soldados capturados e de como vão até o limite para trazê-los de volta.”

Essas palavras são de Samir Kuntar. Em 1979, aos 16 anos de idade, Kuntar foi condenado pelo sequestro e assassinato de uma família israelense, incluindo duas crianças, e de um policial, na cidade de Nahariya, na região central de Israel.

Coincidência ou não, em 2008 Kuntar foi libertado pelas autoridades israelenses como parte de acordo de troca de terroristas presos em Israel por dois soldados israelenses (Ehud Goldvasser e Eldad Regev) sequestrados em 2006 pelo grupo terrorista Hezbollah, do Líbano. No dia da troca, no entanto, a surpresa: Goldvasser e Regev já estavam mortos; foram assassinados 2 anos antes, no dia em que foram sequestrados pelo Hezbollah.

Samir Kuntar tinha razão. E Israel mais uma vez irá demonstrar sua persistência e a valorização à vida de cada um de seus cidadãos. Dessa vez é Gilad Shalit quem será libertado; em troca de mais de 1.000 terroristas palestinos.

Em 25 de junho de 2006, aos 19 anos de idade, Gilad Shalit foi sequestrado pelo grupo terrorista Hamas, e permanece em cativeiro até hoje. Mais de 5 anos já se passaram.

Mais de 5 anos distante de sua família, sem direito à nenhuma visita.

Mais de 5 anos incomunicável.

Mais de 5 anos de incertezas quanto às suas condições de saúde.

Mais de 5 anos sendo privado dos direitos humanitários mais básicos.

Gilad vive na Faixa de Gaza uma situação muito diferente daquela de Samir Kuntar enquanto prisioneiro em Israel. Kuntar, durante o cumprimento de sua pena, casou-se e graduou-se em ciências políticas em uma universidade israelense.

Após mais de 5 anos de negociações e propostas recusadas pelo Hamas, Gilad parece finalmente estar próximo de retornar à sua família, à sua casa, à Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, divulgou um acordo com o Hamas para a troca de 1.000 terroristas palestinos por Gilad no último dia 11 de outubro.

Vale a pena lembrar, também, que Gilad não é prisioneiro de guerra, mas sim um refém, de acordo com as leis internacionais. Ele foi sequestrado numa incursão terrorista do Hamas em território israelense, e não durante uma guerra.

A Cruz Vermelha frequentemente atende a população palestina na Faixa de Gaza. Em mais de 5 anos em cativeiro o Hamas nunca permitiu que Gilad recebesse ao menos uma visita da Cruz Vermelha para avaliar suas condições de saúde, em flagrante violação às leis internacionais e aos direitos humanos; trata-se de desrespeito à dignidade humana, trata-se de terrorismo.

O Hamas nunca respeitou lei alguma, que não a sua, que é pautada no ódio, na violência, na intolerância, no terrorismo.

A libertação de Gilad pelo Hamas é uma obrigação, e não deveria ser utilizada como moeda de troca para que assassinos sejam libertados.

Os mais de 1.000 terroristas que serão libertados são responsáveis pelo planejamento e/ou execução de diversos atentados terroristas e assassinatos de judeus e israelenses.

É uma decisão difícil, mas que em nenhuma hipótese demonstra a superioridade da vida de uma pessoa em relação a outras 1.000. É uma decisão que demonstra única a exclusivamente o valor que Israel dá à vida de seus cidadãos.

Que outro país libertaria um jovem de 24 anos em troca de 1.000 assassinos que desejam sua destruição? Apenas um: o Estado de Israel.

E mais uma vez o mundo considera a troca de um jovem inocente por terroristas como normal. E considera normais os preparativos dos palestinos para receber esses terroristas assassinos como heróis.

Aproveitando-se do valor que Israel dá à vida, o Hamas agora planeja sequestrar outros israelenses, para futuras trocas por terroristas presos em Israel.

Segundo o Talmud, “quem salva uma vida salva o mundo inteiro”. Esperamos que Gilad receba sua vida de volta, e que com seu retorno o mundo seja salvo da vergonha do terrorismo, e da vergonha daqueles que o aceitam silentes; da vergonha daqueles que consideram normal um jovem inocente ter sua liberdade condicionada à liberdade de mais de 1.000 terroristas.

AM ISRAEL CHAI!!!!

Adam Milgrom – Presidente da JJO

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Israel e Hamas negociam libertação de soldado preso há 5 anos

Um acordo para trocar prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit deve ocorrer em novembro, disse nesta terça-feira (11) a TV Al Arabiya e um porta-voz do braço armado do Hamas.
“Estamos em processo de conclusão de ajustes técnicos para fechar o acordo dentro de alguns dias”, disse o porta-voz Abu Ubeida, segundo a agência de notícias Reuters. A negociação está sendo mediada pelo Egito.
Shalit foi capturado em Israel em 2006 por palestinos em um incidente de fronteira. Acredita-se que ele esteja preso na Faixa de Gaza.

A Rádio Israel também noticiou que há um acordo sendo negociado.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou uma reunião de urgência nesta terça para decidir sobre o acordo.

Israelenses em Jerusalém ao lado de um cartaz de Gilad Shalit participando de um protesto em todo o país para lembrar o soldadosvia G1 http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/israel-e-hamas-negociam-libertacao-de-soldado-preso-ha-5-anos.html

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A Sucá do presidente de Israel tem foco no meio ambiente

Uma vez ao ano, a residência do presidente de Israel pode ser visitada por israelenses ou turistas sem marcar reservas e sem convites oficiais.

Tem sido uma tradição de longa data para os presidentes de Israel abrir sua residência para o público em geral durante os dias de Sucot .

Nos anos anteriores, a residência estava aberta, tanto na parte da manhã quanto na da tarde para acomodar as multidões, mas durante o mandato do presidente Shimon Peres, o prazo foi reduzido apenas  para manhã, enquanto o volume de exposições e o número de atividades foi aumentado.

Este ano, o presidente irá abrir a residência na segunda-feira, 17 de outubro das 8h30 as 12:00h. O foco do ano será a qualidade do meio ambiente.

A exibição irá destacar as realizações de Israel nos campos da agricultura, ciência, tecnologia e bem-estar. Também haverá uma variedade de atividades para pais e filhos.

Visitantes que já  leram, ou viram  algo na televisão sobre energia alternativa, serão capazes de ver  o que isso realemente é. Eles também terão acesso as mais recentes evoluções agrícolas de Israel, e no reino da ciência,  também poderão ver com 10 metros de altura o lançador de satélites Shavit.

Bailarinos, cantores e músicos vão se apresentar durante toda a manhã para manter os visitantes entretidos.

Por razões de segurança, quem se propõe a participar do evento deve certificar-se de antemão que eles estão levando um cartão de identidade ou passaporte. É aconselhável chegar cedo porque as filas costumam ser longas e o processo de segurança pode ser demorado.

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