Yom Hazikaron. O dia da lembrança. Dia em que o povo judeu se recorda de todos aqueles que sacrificaram suas vidas para que o Estado de Israel fosse criado e continuasse a existir até os dias de hoje, bem como as vidas inocentes perdidas nos atentados terroristas em Israel.
Na Guerra da Independência (1947 – 1949) foram 6.000 israelenses mortos e 15.000 feridos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Israels+War+of+Independence+-+1947+-+1949.htm).
Na Campanha do Sinai (1956), 231 soldados mortos (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Sinai+Campaign+-+1956.htm).
Na Guerra dos seis dias (1967), 776 soldados mortos (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Six-Day+War+-+June+1967.htm).
Na Guerra de Atrito (1968 – 1970), foram mortos 1.424 soldados israelenses.
(http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+War+of+Attrition+-1968-70.htm).
Durante a Guerra de Yom Kipur (1973), 2.688 soldados israelenses foram mortos.
(http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Yom+Kippur+War+-+October+1973.htm).
Na 1ª Guerra do Líbano (1982), 1.216 soldados mortos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Operation+Peace+for+Galilee+-+1982.htm).
Já na Guerra do Golfo (1991), 13 civis foram mortos e 208 ficaram feridos direta ou indiretamente. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Gulf+War+-+1991.htm).
Na 2ª Guerra do Líbano (2006), 43 civis e 117 soldados foram mortos e 4.262 foram feridos direta ou indiretamente. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Hizbullah+attack+in+northern+Israel+and+Israels+response+12-Jul-2006.htm).
Finalmente, na Operação Chumbo Fundido (2008 – 2009), 4 civis israelenses foram mortos e 15 feridos, alem de 9 soldados terem sido mortos e 36 feridos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/Terrorism-+Obstacle+to+Peace/Hamas+war+against+Israel/Israel_strikes_back_against_Hamas_terror_infrastructure_Gaza_27-Dec-2008.htm).
Desde 1860, 22.993 soldados israelenses foram mortos enquanto defendiam a terra de Israel, e a construção e sobrevivência do Estado de Israel. Como se não bastasse, desde a Guerra de Independência, 2.457 pessoas pereceram em ataques terroristas no território israelense.
Por volta de 25.450 mães e pais gritaram de desespero pela dor de enterrar seus filhos. Irmãos e irmãs choraram a perda de seus irmãos. Quantos filhos e filhas não sofreram a perda de um pai ou uma mãe precocemente? Avós? Tios? Primos? Quantas lágrimas foram derramadas? Quantas vidas interrompidas? Sonhos desfeitos?
Por trás desses números, seres humanos. Pessoas de carne e osso como qualquer outra com sonhos, amigos, parentes, amores, projetos. Tudo sacrificado em nome do povo judeu e da terra de Israel.
Tanta dor e sofrimento para que hoje os judeus do mundo inteiro pudessem andar de cabeça erguida e se orgulharem de serem judeus. Para que em nenhum canto da terra sangue de judeus seja derramado impunemente pelo simples fato de serem judeus. Para que a nação judaica pudesse voltar a sua terra e ser livre em seu lar. Para que o sonho e a esperança de mais de 2.000 anos de voltar para casa fossem concretizados. Para que os ideais de liberdade, justiça e paz, petrificados na declaração de independência do Estado de Israel, fossem e continuem sendo protegidos.
Realmente, Chaim Weizman estava certo. Nosso estado não seria entregue numa bandeja de prata. Corrigindo as palavras de Natan Alterman, nossa pátria foi entregue na mais bela bandeja de ouro, o que temos de mais importante e valioso: nossos filhos e filhas.
Crianças que aprenderam desde muito cedo o real valor do mandamento milenar de “Ahavat Israel”. O amor pelo povo judeu e pela terra de Israel tirou muitos filhos queridos dos braços de suas mães.
Um dia de lembrança por ano não é suficiente. Devemos nos lembrar todos os dias daqueles que se sacrificaram e continuam se sacrificando e se arriscando por cada um de nós dia após dia. Temos o dever de reconhecer seu sacrifício e agradecê-los por lutar por nós. É nossa obrigação lembrar, também, todos os inocentes assassinados pelo simples fato de serem cidadãos israelenses.
Mais do que isso, devemos aprender com eles e fazer com que suas mortes não tenham sido em vão e jamais sejam esquecidas. Será que honramos suas mortes? Será que cada um de nós faz algo em nome do nosso povo? Em nome de nós mesmos? Será que fazemos valer a pena cada vida perdida para que pudéssemos ser judeus e termos o Estado de Israel? Para que fossemos realmente livres?Será que aprendemos o verdadeiro valor do povo judeu e do Estado de Israel dado por aqueles que se sacrificaram por eles?
Que não sejam mais derramadas lágrimas de dor, mas apenas de alegria e alívio de ver o dia em que finalmente poderemos viver em paz como uma nação livre em sua terra em harmonia com todos os povos do mundo.
Shalom
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