Yom Hazikaron

Yom Hazikaron. O dia da lembrança. Dia em que o povo judeu se recorda de todos aqueles que sacrificaram suas vidas para que o Estado de Israel fosse criado e continuasse a existir até os dias de hoje, bem como as vidas inocentes perdidas nos atentados terroristas em Israel.
Na Guerra da Independência (1947 – 1949) foram 6.000 israelenses mortos e 15.000 feridos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Israels+War+of+Independence+-+1947+-+1949.htm).
Na Campanha do Sinai (1956), 231 soldados mortos (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Sinai+Campaign+-+1956.htm).
Na Guerra dos seis dias (1967), 776 soldados mortos (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Six-Day+War+-+June+1967.htm).
Na Guerra de Atrito (1968 – 1970), foram mortos 1.424 soldados israelenses.
(http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+War+of+Attrition+-1968-70.htm).
Durante a Guerra de Yom Kipur (1973), 2.688 soldados israelenses foram mortos.
(http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Yom+Kippur+War+-+October+1973.htm).
Na 1ª Guerra do Líbano (1982), 1.216 soldados mortos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Operation+Peace+for+Galilee+-+1982.htm).
Já na Guerra do Golfo (1991), 13 civis foram mortos e 208 ficaram feridos direta ou indiretamente. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/The+Gulf+War+-+1991.htm).
Na 2ª Guerra do Líbano (2006), 43 civis e 117 soldados foram mortos e 4.262 foram feridos direta ou indiretamente. (http://www.mfa.gov.il/MFA/History/Modern+History/Israel+wars/Hizbullah+attack+in+northern+Israel+and+Israels+response+12-Jul-2006.htm).
Finalmente, na Operação Chumbo Fundido (2008 – 2009), 4 civis israelenses foram mortos e 15 feridos, alem de 9 soldados terem sido mortos e 36 feridos. (http://www.mfa.gov.il/MFA/Terrorism-+Obstacle+to+Peace/Hamas+war+against+Israel/Israel_strikes_back_against_Hamas_terror_infrastructure_Gaza_27-Dec-2008.htm).
Desde 1860, 22.993 soldados israelenses foram mortos enquanto defendiam a terra de Israel, e a construção e sobrevivência do Estado de Israel. Como se não bastasse, desde a Guerra de Independência, 2.457 pessoas pereceram em ataques terroristas no território israelense.
Por volta de 25.450 mães e pais gritaram de desespero pela dor de enterrar seus filhos. Irmãos e irmãs choraram a perda de seus irmãos. Quantos filhos e filhas não sofreram a perda de um pai ou uma mãe precocemente? Avós? Tios? Primos? Quantas lágrimas foram derramadas? Quantas vidas interrompidas? Sonhos desfeitos?
Por trás desses números, seres humanos. Pessoas de carne e osso como qualquer outra com sonhos, amigos, parentes, amores, projetos. Tudo sacrificado em nome do povo judeu e da terra de Israel.
Tanta dor e sofrimento para que hoje os judeus do mundo inteiro pudessem andar de cabeça erguida e se orgulharem de serem judeus. Para que em nenhum canto da terra sangue de judeus seja derramado impunemente pelo simples fato de serem judeus. Para que a nação judaica pudesse voltar a sua terra e ser livre em seu lar. Para que o sonho e a esperança de mais de 2.000 anos de voltar para casa fossem concretizados. Para que os ideais de liberdade, justiça e paz, petrificados na declaração de independência do Estado de Israel, fossem e continuem sendo protegidos.
Realmente, Chaim Weizman estava certo. Nosso estado não seria entregue numa bandeja de prata. Corrigindo as palavras de Natan Alterman, nossa pátria foi entregue na mais bela bandeja de ouro, o que temos de mais importante e valioso: nossos filhos e filhas.
Crianças que aprenderam desde muito cedo o real valor do mandamento milenar de “Ahavat Israel”. O amor pelo povo judeu e pela terra de Israel tirou muitos filhos queridos dos braços de suas mães.
Um dia de lembrança por ano não é suficiente. Devemos nos lembrar todos os dias daqueles que se sacrificaram e continuam se sacrificando e se arriscando por cada um de nós dia após dia. Temos o dever de reconhecer seu sacrifício e agradecê-los por lutar por nós. É nossa obrigação lembrar, também, todos os inocentes assassinados pelo simples fato de serem cidadãos israelenses.
Mais do que isso, devemos aprender com eles e fazer com que suas mortes não tenham sido em vão e jamais sejam esquecidas. Será que honramos suas mortes? Será que cada um de nós faz algo em nome do nosso povo? Em nome de nós mesmos? Será que fazemos valer a pena cada vida perdida para que pudéssemos ser judeus e termos o Estado de Israel? Para que fossemos realmente livres?Será que aprendemos o verdadeiro valor do povo judeu e do Estado de Israel dado por aqueles que se sacrificaram por eles?
Que não sejam mais derramadas lágrimas de dor, mas apenas de alegria e alívio de ver o dia em que finalmente poderemos viver em paz como uma nação livre em sua terra em harmonia com todos os povos do mundo.
Shalom

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A mensagem do Holocausto à juventude judaica!

Muito se diz e pouco se reflete sobre a relação da juventude judaica do século XXI com a tragédia do Holocausto da metade do século XX. Já é dita e reforçada a importância da transmissão: futuras gerações devem saber o que ocorreu na  Europa nazista principalmente em um mundo onde o negacionismo vem ganhando força ao passo que, infelizmente, temos cada vez menos sobreviventes para contar a história.

            O conceito de transmissão está enraizado na história e na cultura judaicas. Ano a ano, nos recordamos do Êxodo do Egito, jejuamos pela destruição dos Templos, comemoramos a salvação de Purim, acendemos as velas de Chanuká, nos lembramos dos soldados caídos em nome do Estado de Israel. A lembrança e a transmissão para as próximas gerações consolidou a continuidade judaica durante séculos de perseguição.

            Entretanto, mesmo conscientes da importância de tal tema, é relevante analisar sob outro prisma os terríveis acontecimentos pelos quais nossos ascendentes passaram. É necessário irmos além do conhecimento sobre o desenvolvimento dos fatos históricos: devemos nos conscientizar sobre nossa responsabilidade em não apenas transmitir o que foi o Holocausto, como também homenagear os que nele perderam a vida e honrar os sobreviventes. Como fazemos isso? Mostrando que, mesmo que perdemos seis milhões de pessoas, continuamos de pé. Mostrando que não deixaremos que isso aconteça novamente, e isso é nossa responsabilidade. Responsabilidade da juventude judaica. Ter uma identidade judaica forte, ser ativo na comunidade judaica, apoiar o Estado de Israel. Não devemos apenas contar a nosso filhos como os judeus morreram, mas devemos ensiná-los a viver; viver como judeus. Se hoje Aushcwitz é um museu e nós estamos vivos, não é somente porque o nazismo não alcançou todo o globo. É porque nossos avós fizeram uma decisão, a mesma de todos os nossos antepassados ao longo da história: optar pela continuidade judaica. É nossa missão não esquecermos quem somos, nossas origens, nossa bagagem cultural e tudo pelo que nossos antepassados passaram para estarmos aqui hoje, vivos, e é isso que deve estar por trás da transmissão do Holocausto.

            Não é necessário ser religioso ou praticar todos rituais. Devemos sentir orgulho de pertencer a esse povo. Devemos olhar para trás e estudar nossa história; saber todas as contribuições do nosso povo à humanidade; conhecer o atual desenvolvimento de Israel nos campos da ciência, biologia e tecnologia, dentre outros; manter o que os nazistas e outros tantos antes e depois deles se esforçaram e ainda se esforçam para erradicar. Nosso povo construiu uma ilha de democracia num mar de ditaduras autoritárias, sobrevivendo ao ataque de diversas nações e povos. Não apenas sobrevivemos a todos que tentaram nos desturir, se não que vencemos! Vencemos pois ainda estamos aqui

            Não necessitamos mais carregar uma estrela de David amarela no peito, mas cabe a nós optarmos por carregar uma estrela de David azul no coração. Hoje precisamos viver e não morrer pelo judaísmo.

            Mark Twain, escritor norte-americano, escreveu um famoso artigo com uma excelente pergunta no final: “Os egípcios, os babilônios, os persas surgiram, encheram o planeta com som e esplendor, depois evaporaram como num sonho e sumiram; os gregos e os romanos também, fizeram muito barulho, e agora estão acabados; outros povos brotaram e levantaram sua tocha bem alto por um tempo, mas ela se queimou, e agora estão na obscuridade, ou simplesmente desapareceram. O judeu viu a todos eles, venceu a todos, sem enfraquecer suas partes, sem esmorecer suas energias, sem embotar sua mente alerta. Todas as coisas são mortais, as outras forças passam, mas ele permanece. Qual o segredo de sua imortalidade?”

            Educação, identidade, continuidade. Esse é o segredo de nossa imortalidade. Por mais que tentem nos destruir, somos imortais, pois sentimos orgulho de ser quem somos e nos responsabilizamos por manter a chama do judaísmo acesa. Essa é a mensagem do Holocausto à juventude judaica.

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Jihad encontra Tom Cruise (numa rua perto de você)

Ao descer da moto, Mohammed Merah, 23, começou a atirar em todos que apareciam pela frente, crianças e adultos. Sua última vítima, Miriam Monsonego, de 8 anos, ele perseguiu pelo pátio da escola Oz Hatora, agarrou pelos cabelos e, quando foi atirar, sua arma falhou. Ainda segurando Miriam pelo cabelo, trocou de arma e disparou o tiro na cabeça da menina, à queima-roupa, a centímetros de distância.

Está tudo gravado no vídeo da segurança da escola, e foi relatado pelo investigador que viu as imagens.

Merah, francês de origem argelina, lutou e aprendeu o ofício jihadista na fronteira Paquistão-Afeganistão. Depois voltou para Toulouse atirando em crianças (judias) como quem joga videogame ou acredita que está indo para o céu com dezenas de virgens.

Matou um rabino, Jonathan Sandler, 30, seus dois filhos, Arye, 6, e Gabriel, 3, e Miriam, 8. Antes, tinha matado três militares franceses de origem estrangeira, o que levou a conclusões precipitadas de que se tratava de ação da extrema direita. Era extremo islamismo jihadista.

Merah dizia-se Al Qaeda, a rede terrorista de Osama Bin Laden que hoje é mais uma ideia e um manual de técnicas terroristas do que organização executiva.

É a nova Al Qaeda, individual, com mais pessoas do que células dormentes, treinadas na fronteira Paquistão-Afeganistão ou nas profundezas da web e espalhadas pelo mundo, inclusive na Tríplice Fronteira Brasil-Paraguai-Argentina.

A ação de Merah foi tão espetacular quanto recomenda o livro da Al Qaeda, com direito a cerco de 32 horas da polícia e morte pulando pela janela, com arma na mão, atirando. Tom Cruise encontra Jihad. A TV francesa já mostrou cenas do jovem assassino fazendo manobras radicais de carro. Para completar o evento multimídia, viral, Merah filmou os assassinatos e disse que gravou uma vídeo-mensagem para a web, mas até agora não apareceram as imagens.

Merah disse que estava cometendo barbaridades para vingar a participação da França no Afeganistão e no Iraque e a morte de crianças palestinas.

A ligação com a Palestina não passou despercebida de Catherine Ashton, a comissária para Assuntos Internacionais da União Europeia, que lamentou os assassinatos em Toulouse dessa forma relativa que enfureceu os israelenses: “Quando pensamos no que aconteceu hoje nos lembramos do que aconteceu na Noruega no ano passado, o que está acontecendo na Síria e em Gaza e em outros lugares”.

Concordo com a ideia de que a Europa nunca perdoou os judeus pelo Holocausto. A culpa do extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas e aliados no coração do continente seria pesada demais para os avançados europeus e rebatida com o antissionismo virulento antes marginal, mas agora cada vez mais prevalente no velho continente.

Esse antissionismo (com cara e cheiro de antissemitismo) que desumaniza Israel, os israelenses e, por tabela, os judeus pelo mundo, como vimos na França e em Buenos Aires, é um dos maiores obstáculo à paz hoje porque quer retirar de Israel sua legitimidade e humanidade.

Khulood Badawi, uma funcionária da ONU em Jerusalém, postou recentemente uma foto no seu Twitter de uma criança morta ensanguentada no colo do pai e disse que ela havia morrido em ação de Israel na faixa de Gaza. Foi um sucesso. Mas a foto na verdade era de uma criança morta em acidente de carro muito tempo atrás, segundo a agência de notícias que a produziu.
Casos como esse se repetem em escala global. A propagação do ódio a Israel tronou-se a base da luta palestina. Que se conteste e proteste contra o governo de turno em Jerusalém, como os próprios israelenses fazem sempre, mas sem compreensão das legítimas e óbvias preocupações do país não haverá paz.

Grandes e pequenos gestos contam. O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Salam Fayyad, o melhor dirigente palestino até hoje, rechaçou a atrocidade em nome da causa palestina. “Chegou a hora desses criminosos pararem de fazer terrorismo em nome da Palestina e pararem de fingir que defendem os direitos das crianças palestinas, que pedem apenas uma vida decente. Nenhuma criança palestina pode aceitar um crime como este contra pessoas inocentes”, disse Fayyad em comunicado, embora as ruas palestinas de Gaza e Cisjordânia estejam cheias de cartazes e pinturas louvando homens-bomba que se explodiram em ônibus e pizzarias de Israel.

É uma longa batalha pela paz, que deve ter mais claridade. Não há uma luta entre palestinos e israelenses, mas entre palestinos e israelenses que não querem a paz e palestinos e israelenses que a querem.

Não há dúvida que a maioria dos dois lados quer paz. Talvez mais do que mapas, o entendimento das dificuldades alheias seja o mais importante.

O casal de israelenses Rony Edry e Michal Tamir postou neste mês em sua página no Facebook uma mensagem aos iranianos: “Nunca iremos bombardear seu país. Nós amamos você”. A resposta foi impressionante, depois de reportagens na TV pan-árabe Al Jazeera, na CNN e em vários países.

O casal montou uma equipe para responder às milhares de mensagens de apoio, muitas vindas de iranianos, apesar das restrições à web naquele país. “Uma garotinha enviou uma mensagem dizendo que na escola dela tinham que pisar na bandeira israelense. Mas quando ela viu nossa filha (no Facebook) ficou difícil para ela. Os iranianos veem nossa página e ficam muito felizes. Sempre acharam que nós os detestássemos. O poder desta iniciativa é que ela passa longe dos governos”, disse Tamir ao jornal israelense “Haaretz”.

Como os atentados em Madri, que mudaram a eleição espanhola, o massacre em Toulouse será envolto nas nuances da eleição presidencial francesa, cujo primeiro turno é no final de abril.

Mas para além das eleições, ele mostra no coração do Ocidente que a chaga jihadista, que assistimos pela TV explodindo pessoas em países distantes pode estar vindo para uma rua perto de você ou, mais provavelmente, uma sinagoga perto de você.

É revelador e lamentável, para dizer o mínimo, que tão pouco tempo depois do Holocausto nazista, os judeus do mundo tenham que viver com essa ameaça.

Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos “Dinheiro” (2004-2010) e “Mundo” (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, “A Árvore” (1986) e “Carô no Inferno” (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.

Matéria Folha.com
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/1065569-jihad-encontra-tom-cruise-numa-rua-perto-de-voce.shtml

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Israel autoriza construção de centro turístico em Jerusalém Oriental

O município israelense de Jerusalém autorizou a construção de um centro turístico em um vasto parque arqueológico com temática bíblica em Silwan, bairro árabe de Jerusalém Oriental (anexada), anunciou o ministério do Interior.

O projeto prevê a construção de um complexo turístico de 5 mil m², com salas de exposição de vestígios arqueológicos, salas de conferência e loja de produtos de recordação.

No local, onde foram encontrados nos últimos anos vestígios arqueológicos da época do Segundo Templo judeu de Jerusalém, assim como da época romana e bizantina, serão organizadas visitas guiadas.

A área, batizada de “Cidade de Davi”, fica ao sul do muro da Cidade Antiga de Jerusalém e era utilizada antes como estacionamento. As obras permitirão receber mais de 1,5 milhão de visitantes por ano, segundo o ministério.

O projeto foi estimulado pela organização nacionalista Elad, que temo como objetivo declarado reforçar a presença judaica nos bairros árabes de Jerusalém Oriental. Silwan, onde vivem mais 40 mil palestinos, é cenário frequente de distúrbios entre moradores palestinos e colonos judeus.

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Israel autoriza construção de centro turístico em Jerusalém Oriental

O município israelense de Jerusalém autorizou a construção de um centro turístico em um vasto parque arqueológico com temática bíblica em Silwan, bairro árabe de Jerusalém Oriental (anexada), anunciou o ministério do Interior.

O projeto prevê a construção de um complexo turístico de 5 mil m², com salas de exposição de vestígios arqueológicos, salas de conferência e loja de produtos de recordação.

No local, onde foram encontrados nos últimos anos vestígios arqueológicos da época do Segundo Templo judeu de Jerusalém, assim como da época romana e bizantina, serão organizadas visitas guiadas.

A área, batizada de “Cidade de Davi”, fica ao sul do muro da Cidade Antiga de Jerusalém e era utilizada antes como estacionamento. As obras permitirão receber mais de 1,5 milhão de visitantes por ano, segundo o ministério.

O projeto foi estimulado pela organização nacionalista Elad, que temo como objetivo declarado reforçar a presença judaica nos bairros árabes de Jerusalém Oriental. Silwan, onde vivem mais 40 mil palestinos, é cenário frequente de distúrbios entre moradores palestinos e colonos judeus.

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Obama escolhe um judeu para ser o Chefe de Gabinete da Casa Branca

O atual, Bill Daley, será substituído por Jack Lew que até agora era o diretor de orçamento da Casa Branca e será o membro judeu mais sênior da equipe de administração dos EUA.

O Presidente dos EUA, Barack Obama anunciou a demissão do Chefe de Gabinete da Casa Branca Bill Daley, que serviu no posto por menos de um ano substituindo Rahm Emannuel.”Obviamente, isso não foi uma notícia fácil de ouvir”, disse o presidente Obama. “E eu não aceitei de imediato a decisão dele”. “Bill me disse que queria passar mais tempo com sua família, especialmente seus netos”, o presidente explicou a sua decisão. Daley será substituído por Jack Lew, atualmente diretor de orçamento da Casa Branca e que também é considerado o funcionário judeu de mais alta posição na administração Obama

Jack Lew foi diretor de orçamento do presidente Bill Clinton e um auxiliar direto da secretária de Estado Hillary Clinton antes de assumir o cargo sob Obama, e mantém fortes relações com os legisladores. Ele foi fundamental na negociação sobre o teto da dívida com os republicanos no verão passado. Lew é amigo de Natan Sharansky desde a época que a esposa Avital circulava em Washington para pedir apoio para a soltura do seu marido de uma prisão soviética na década de 80.

Em Hanukkah de 2011 Lew acendeu uma das velas da gigantesca Menorah Nacional em Washington. O rabino Levi Shemtov, representante do Chabad em Washington, disse ao “Haaretz”: “Quando Lew vem à nossa sinagoga, às vezes, ele vem como um humilde participante que quer ser notado principalmente por ha-Shem. Escolhendo Jack Lew para ser o seu chefe de gabinete o presidente terá um grande e humilde funcionário público, que tem aguçada percepção sobre algumas das mais complexas questões políticas. Além disso, o fato de que ele é bem visto por todo o espectro da comunidade judaica é um bônus, mesmo que não seja a sua principal qualificação”.

O rabino Shemtov não está preocupado por Lew ser um judeu observante. “Todo mundo sabe que ele é shomer shabat, e eu duvido que eles irão contatá-lo, a menos que seja uma emergência – mas ele pode vir para a Casa Branca em Shabes – ele não mora tão longe”.

Jack Lew ao centro acendendo a Menorah Nacional em Washington

Lew é também um bom Chazan – e preocupado com a educação judaica de seus filhos, pois ele e sua esposa estavam entre os fundadores da Escola Primária Judaica na capital da Nação.

O presidente do Conselho Nacional Democrático Judeu David A. Harris disse: “Ao longo do seu período capitaneando o Escritório de Administração e Orçamento, Jack Lew conservou os seus valores judaicos todos os dias, trabalhando para fortalecer a economia e assegurar que os cortes orçamentários não fossem dolorosos para os americanos vulneráveis. Mr. Lew tem uma extensa e profunda experiência no Departamento de Estado e na Casa Branca, e é maravilhoso saber que o presidente Barack Obama escolheu-o para ajudar a liderar daqui para frente esta equipe da Casa Branca – e pôr em prática os programas do Presidente. Desejamos ao Jack um caloroso “Mazel Tov” – parabéns – e lhe desejamos tudo de melhor nessa nova posição de crucial importância”.

A União das Congregações Judaicas Ortodoxas da América também aplaudiu a nomeação de Lew como Chefe de Gabinete da Casa Branca. Durante a última década ele tem participado como um membro ativo de duas congregações: a Congregação Beth Shalom em Potomac – Maryland e do Instituto Hebraico de Riverdale no Bronx em Nova York. O diretor rabino Steven Burg e o diretor Executivo de Políticas Públicas Nathan Diament disseram em um comunicado: “Nós parabenizamos o presidente Barack Obama pela nomeação de Jack Lew. A nossa comunidade tem muito orgulho pela nomeação de um membro da nossa comunidade a esta posição de grande responsabilidade. Desejamos ao Mr. Lew um caloroso “Mazal Tov” pela sua histórica nomeação e os melhores desejos para que em sua nova função possa servir ao presidente e ao povo dos Estados Unidos”. Membros das congregações também elogiaram: “Ele é shomer mitzvot, incluindo, é claro, shomer Shabat e shomer Cashrut. E um cara maravilhos o” disse um deles. Outro acrescentou: “Ele é realmente brilhante, talentoso, politicamente astuto, honesto e um verdadeiro cavalheiro, entre outras qualidades Ele é um também não-político e uma das pessoas mais modestas que você nunca vai encontrar – sem ares de superioridade ou de auto-importância”.

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Hamas comemora 24 anos e diz que matou 1.365 israelenses

As Brigadas de Ezedin al Kasam, braço armado do Hamas, publicaram nesta quarta-feira um relatório sobre seus 24 anos de atividade, no qual afirmam que mataram 1.365 israelenses e lançaram 11.039 foguetes ou bombas em Israel.

Desde sua criação, em 14 de dezembro de 1987, a milícia efetuou 1.117 ataques, dos quais 87 foram atentados suicidas cometidos em Israel, afirma o comunicado.

Nesses ataques, que diminuíram de intensidade nos últimos anos, 6.411 israelenses ficaram feridos. O grupo, por sua parte, perdeu 1.848 homens.

As Brigadas também contabilizam 24 tentativas de capturar soldados para tentar realizar trocas por presos palestinos. Apenas uma delas teve sucesso: o sequestro de Gilad Shalit, em 2006, que serviu como moeda de troca para a libertação de mil palestinos em outubro desse ano.

Ao aniversário do grupo terrorista será celebrado nesta quarta-feira num parque de Gaza, e contará com a presença de milhares de pessoas.

Para celebrar a data, o Hamas divulgou um comunicado no qual reafirma sua aposta em “todas as formas de resistência” e diz que não é possível negociar com Israel, como faz o Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Apesar disso, o grupo islâmico destacou seu “compromisso” em se reconciliar com o Fatah, cumprindo um acordo estabelecido há um ano e meio no Cairo.

O Hamas também afirmou que lutará por Jerusalém, “primeiro símbolo da Palestina”, que

continuará priorizando a libertação de presos e pedirá a Liga Árabe que trabalhe para acabar com o bloqueio a Gaza.

matéria via TERRA

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Como Israel transformou-se num pólo de alta tecnologia

Por Katia Moskvitch Tecnologia repórter, BBC News, Tel Aviv

Quando uma avó de cabelos grisalhos segurando um smartphone montava o palco no Startup Festival de Montreal neste verão, o jovem empresário israelense Guy Rosen sabia que ele tinha embolsado um prêmio muito especial.
Sua empresa, a Onavo, sediada em Tel Aviv, oferece um aplicativo que reduz os dados do telefone celular para ajudar os usuários a economizar dinheiro – e apela a qualquer idade. Isso fez a Onavo a vencedora do “Prêmio da Avó” para a melhor start-up, julgado por senhoras com pouco conhecimento tecnológico.
Em seu escritório em Tel Aviv, o Sr. Rosen recorda o momento: “Elas foram ao palco e disseram: ‘Nós amamos a Onavo e entendemos o que ela faz … é um app muito fácil de entender’ – nós apenas economizamos dinheiro, é isso e ponto final, elas nos amaram.”
Guy Rosen é um dos muitos jovens entusiastas empreendedores de Israel, que, recém saído do exército, decidiu criar uma empresa de tecnologia.
Israel minúsculo, um país envolvido em conflitos por décadas, conseguiu transformar-se de um pequena fatia de terra em uma maravilha de alta tecnologia.

Fórmula para o sucesso

Segundo dados do Israel Venture Capital Research Centre, Israel atualmente possui quase 4.000 start-ups ativas na área de tecnologia – mais do que qualquer outro país fora dos Estados Unidos.
Só em 2010, o fluxo de venture-capital (capital destinado às start-ups) chegou a US$884 milhões.
O resultado: as exportações de alta tecnologia de Israel estão avaliadas em cerca de US$ 18.4 bilhões por ano, perfazendo mais de 45% das exportações de Israel, de acordo com o agência central de pesquisas israelense.
Israel é líder mundial em termos de gastos com pesquisa e desenvolvimento em relação ao percentual da economia, é superior tanto no número de start-ups quanto de engenheiros com relação à população, e é primeiro na quantidade de venture capital per capita.
Nada mau para um país com cerca de oito milhões de pessoas – menos do que, digamos, Moscou ou Nova York.
O empresário em série Yossi Vardi diz que há uma mistura de fatores responsável por transformar Israel no milagre da start-up. Ele próprio já investiu em mais de 80 empresas de alta tecnologia israelenses – entre elas o primeiro serviço de mensagens via web “ICQ”. Ele vendeu muitos deles para gigantes da tecnologia, tais como AOL, Microsoft, Yahoo e Cisco.
“Se você olhar na forma em que este país foi criado, ele era uma start-up em grande escala”, diz Vardi, que foi apelidado como o podero chefão da indústria high-tech de Israel.
Em apenas algumas décadas, start-ups israelenses têm desenvolvido tecnologias inovadoras em áreas como ciências da tecnologia e da computação, “
“A alta tecnologia é popular agora, a internet deu muita visibilidade, mas para os israelenses isso já faz parte da cultura das pessoas.”

Para empresas de alta tecnologia, Israel oferece muito mais do que belas praias

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Evento Gilad Shalit

Sabemos que existe um grande preceito na Torá que é agradecer a D’us pelas bondades que Ele faz conosco. Daí surge nosso nome: Iehudi (Hodaa = agradecimento). Sabemos também que todos os judeus formam uma alma só, são integrantes da mesma entidade espiritual, independente do grau religioso e das diferenças que existem entre nós. As semelhanças são muito maiores. Pouco mais de um mês após a devolução do soldado Gilad Shalit para Israel, no dia 27.11, a comunidade judaica paulista comemorou em grande estilo esse momento de alegria do povo judeu.

Com muito falafel e música israelense, o evento foi organizado por um grupo de jovens da comunidade com apoio das instituições: Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), Juventude Judaica Organizada (JJO), Organização Sionista Mundial, A Hebraica, Eitan, Conselho Sionista Juvenil, Jovens Sem Fronteiras, Thank Israeli Soldiers. Estes jovens que se demonstraram sensibilizados com a história do seu igual: um jovem soldado que ficou 5 anos em cativeiro nas mãos do Hamas, decidiram fazer este curto, mas significante evento. Após uma breve, mas emocionante cerimônia que citou a história do Gilad e dos demais soldados israelenses desaparecidos em serviço, os convidados escreveram mensagens de solidariedade e gratidão à família Shalit e aos soldados do exército de Israel, as quais serão entregues em mãos nos próximos dias. Assim, a comunidade judaica paulista, em especial sua ala jovem, mostra a importância de se solidarizar com Israel, seus soldados, e tudo que envolve o país, como uma forma de estreitar laços e de se tornar parte integral e essencial do nosso cotidiano, como judeus brasileiros. Podemos estar aqui, mas jamais esqueceremos Israel e quem batalha pela nossa sobrevivência todos os dias.

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Shir LaShalom

Além do discurso que já colocamos no nosso blog, Yitzhak Rabin também cantou a música Shir LaShalom (Canção para a Paz) na noite de seu assassinato

Deixamos a letra e um vídeo para vocês também se inspirarem!

Shalom Leculam

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